Desafios Logísticos: A Capacitação Profissional como Diferencial Competitivo

A estreita relação e representatividade das operações logísticas no desenvolvimento organizacional, somado ao inerte cenário de investimentos em infraestrutura e capacitação profissional vivenciado pelo setor empresarial brasileiro, nos apresentam um importante desafio: manter-se competitivo em um mercado onde, além de superar os gargalos operacionais e buscar o equilíbrio financeiro, arca-se com um oneroso sistema tributário.

Pesquisas apontam que o Brasil possui baixo índice de desempenho em fatores que poderiam lhe garantir maior competitividade frente às grandes potencias mundiais. As seguintes frentes foram determinantes para esta conclusão:

  1. Infraestrutura inadequada;
  2. Alta carga tributária;
  3. Baixo nível de capacitação da mão de obra.

A potencial perda de competitividade do país é resultado do baixo índice de desempenho que as empresas apresentam em detrimento do possível ganho que teriam caso o atual nível de oferta e qualidade de infraestrutura e profissionais fosse mais satisfatório.

Os fatores acima citados se relacionam diretamente à atividade logística, pois envolvem forte influência na determinação dos custos relativos às operações de transporte das empresas que atuam no mercado nacional.

No que se refere à infraestrutura, observa-se a necessidade latente por melhorias na área de transporte, atualmente apresentada como protagonista na formação dos custos logísticos das empresas, sendo capaz de promover uma maior integração modal, por meio da ampliação e qualificação das malhas rodoviárias. Além disso, tornam-se prioritários investimentos em ferrovias, portos e aeroportos.

Em relação ao sistema tributário é notório que este fator representa um peso à competitividade das organizações, o que remete a urgente obrigação pelo poder público de promover uma reforma tributária no país, além de outras ações de natureza institucional, para que a economia alcance um patamar significativo de desempenho e eficiência.

O nível inadequado de capacitação reflete em todos os setores organizacionais, especialmente aqueles atrelados às operações logísticas. Números apontam que mais de 90% dos contratantes estão tendo problemas para compor suas equipes e citam a baixa qualificação como principal causa.

A evidente carência de mão de obra especializada tem impactado, muitas vezes, na diminuição das exigências das empresas para a contratação desses profissionais, principalmente do nível técnico. Inclusive, requisitos antes não negociados estão sendo flexibilizados, tais como, experiência na função, fluência em idiomas, curso técnico, superior e pós-graduação.

De acordo com levantamentos recentes, as atividades que apresentam mais dificuldades na contratação estão ligadas à área logística, compras e produção (chão de fábrica), enquanto que, em termos de posição por nível de instrução, os postos com maior carência seriam o técnico e o operacional.

Como alternativa de contorno, as principais políticas aderidas pelas empresas no combate ao problema de mão de obra se concentram na capacitação interna – principalmente no que tange a processos – e no investimento em benefícios como forma de retenção dos colaboradores.

Em tempo, a capacitação atua como fator determinante no desenvolvimento organizacional e humano. O aprimoramento contínuo reflete no atingimento dos objetivos pessoais e profissionais, onde somente terão lugar de destaque aqueles que estiverem mais bem preparados.

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Abraços!

Claudionei de Andrade

Claudionei de Andrade

Claudionei de Andrade é graduado em Administração de Empresas, especialista em Gestão Estratégica Empresarial e especialista em Logística e Distribuição. Possui experiência profissional na área logística de transportes, armazenagem e gestão de frota.

Website: http://www.logisticanapratica.com.br

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