Informalidade no Serviço de Transporte: Você Financia essa Prática?

A livre concorrência estimula o crescimento do mercado e favorece o consumidor em seu processo de escolha, possibilitando-o considerar todas as variáveis para uma tomada de decisão mais assertiva.

Contudo, a prática da franca concorrência pode ficar prejudicada quando se vive um período de incertezas, onde o preço se torna elemento exclusivo de qualquer negociação.

O que se percebe é que o transporte rodoviário de cargas no país está sendo afetado por dois grandes problemas:

Um deles é a forte queda no volume transportado, reflexo imediato da retração econômica.

O outro, decorrente e agravante ao primeiro, é a concorrência promovida por quem opera literalmente às margens de rodovias e na contramão da formalidade.

Não é raro encontrar aqueles que nem mesmo possuem empresa constituída, se eximindo, por exemplo, de inúmeros custos fixos e variáveis, da contratação de seguro de carga, da alta carga tributária e de obrigações legais e trabalhistas.

A verdade é que a informalidade agrava ainda mais o cenário do setor.

Mas afinal, qual é a participação do embarcador sobre tudo isso?

Certamente, ao estabelecer critérios de contratação de serviço de transporte, é necessário exigir um padrão mínimo de atendimento, desde condições operacionais, comerciais, administrativas, estrutura física, riscos cobertos, entre outras formalidades.

O fato é que, quando isso não acontece, além de colocar a carga em perigo, contribui-se com a manutenção da ilegalidade, já que o não cumprimento de determinadas obrigações são consideradas irregulares e passíveis de multa.


Em pesquisa realizada com embarcadores, foi constatado que o nível de formalização na contratação de transportadores diminuiu em 2015 em relação a 2011.

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Por consequência, a queda na formalização das negociações reflete na redução do nível de serviço. Os números abaixo revelam importantes indicadores que tiveram impacto negativo.

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Dessa forma, embarcadores e transportadores sérios, que atendem plenamente as exigências legais, só têm a perder.

Na verdade, os prejuízos atribuídos por uma contratação que visa apenas o fator preço – somado à flexibilidade nos critérios de avaliação – chegam a patamares ainda maiores, refletindo inclusive na qualidade do serviço que é entregue ao seu cliente.

Pense nisso!

Um forte abraço e continue nos acompanhando!

Claudionei de Andrade

 

Fonte: Panorama ILOS – Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil – Disponível em http://www.ilos.com.br

Claudionei de Andrade

Claudionei de Andrade - Instrutor na LNP Cursos Gerenciais. Graduado em Administração de Empresas, especialista em Gestão Estratégica Empresarial e especialista (MBA) em Logística e Distribuição. Possui experiência profissional na área logística de transportes, armazenagem e gestão de frota.

Website: http://www.logisticanapratica.com.br

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