Logística de Transporte: Porque Empresas Embarcadoras Devem Investir em Gestão

A logística empresarial pensada de modo integrado é capaz não somente de evitar prejuízos, mas também de oportunizar novas fontes de receita. O setor que muitos consideram um mal necessário para o negócio, pode se tornar um excelente meio para alavancar os resultados financeiros da empresa. Um exemplo claro neste caminho são os inúmeros benefícios obtidos ao estruturar a área de transporte em uma empresa embarcadora, seja ela indústria, atacadista, distribuidor, e-commerce ou de outro segmento.

Via de regra, ainda que a logística de transporte não pertença ao core business da companhia, seria insano negligenciar uma conta que facilmente pode superar dois terços dos seus custos logísticos, não é mesmo?

Por esse motivo, acompanhe a seguir quais os principais pontos de atenção e como o embarcador pode se beneficiar ao adotar uma gestão profissional na sua área de transporte.

10 Motivos para Investir em Gestão de Transporte

 

1.  ANÁLISE DO MODELO DE TRANSPORTE: avaliar a configuração mais adequada de distribuição é primordial para otimizar os custos logísticos. Inclusive, definir se a empresa irá atuar com frota própria ou terceirizada interfere no valor final dos produtos, visto que os custos com entrega devem ser considerados na formação do preço de venda. Assim, se a composição dos custos ligados ao modelo de transporte não está clara, a empresa pode estar operando com números questionáveis em relação à sua lucratividade.

2GESTÃO DE FROTA: as companhias que utilizam frota própria para entregar seus produtos precisam gerenciar muito bem os recursos envolvidos, ou seja, controlar tudo que esteja relacionado aos veículos e funcionários. A conta normalmente é alta, o que exige rígido controle. A boa notícia é que existem várias soluções no mercado que apoiam as empresas e garantem uma operação mais econômica e segura.

3. CONTRATAÇÃO DE TRANSPORTADORAS: o processo de pesquisa, negociação e contratação de serviços de transporte figura como um dos principais ganhos financeiros no que se refere às despesas de frete. A empresa pode obter redução significativa da conta frete a partir de uma tomada de decisão correta, que considere a melhor relação custo-benefício. Neste caso, a escolha do parceiro ideal não envolve apenas o fator preço, no entanto, pode ser plenamente possível adequar os custos de frete ao nível de qualidade esperado pela companhia.

4. AUDITORIA DE FRETES: a conferência dos valores de transporte é uma atividade básica para a gestão da conta frete do embarcador. Na verdade, ela garante que a empresa pague apenas o que efetivamente foi prestado, e conforme as condições negociadas. As divergências nas cobranças de frete, apesar de serem consideradas uma falha do transportador, ocorrem com mais frequência do que se imagina e, não havendo controle, podem representar um rombo financeiro.

5. SINISTROS E AVARIAS: as ocorrências no transporte de cargas, em especial no modal rodoviário, além de causar uma série de transtornos, podem custar caro caso não exista cuidado sobre esses eventos. O ressarcimento de perdas em situações como sinistros e avarias deve ser cobrado e, ao mesmo tempo, deve-se implementar políticas para reduzir (ou eliminar) novos casos.

6. SEGURO DE TRANSPORTE DE CARGA: o transporte de cargas no Brasil é considerado de alto risco, tendo em vista o elevado índice de roubos e acidentes. Além disso, há fatores agravantes decorrentes do trajeto e dos processos de movimentação de carga, o que exige que a empresa se proteja contra eventuais prejuízos. Nesse sentido, o seguro de carga é imprescindível. Ao contratar o seguro, embarcadores e transportadores somam esforços e compartilham responsabilidades com o objetivo de garantir a segurança e integridade da mercadoria transportada.

7. TECNOLOGIA E SISTEMAS: a tecnologia voltada à logística de transporte proporciona resultados significativos na redução de custos e controle de dados, oferecendo informações estratégicas em tempo real. A automatização através de sistemas especializados impacta diretamente no aumento da eficiência operacional, além de gerar visibilidade de todo o processo logístico para os departamentos e parceiros envolvidos.

8. GESTÃO E PLANEJAMENTO: planejar as atividades de transporte faz com que a organização atue com maior proatividade em suas demandas logísticas e não seja apenas reativa diante delas. O tempo de resposta em situações críticas pode ser crucial no atendimento ao cliente. Da mesma forma, uma gestão eficiente deve buscar constantemente oportunidades de redução de custos e pesquisar novas alternativas para otimizar seus recursos de transporte.

9. POLÍTICA DE FRETE: é comum encontrar no mercado, em especial no comércio eletrônico, companhias que concedem frete pago para atrair o cliente e evitar sua desistência na hora de efetivar a compra. Contudo, vale destacar a necessidade de um estudo minucioso quanto aos valores mínimos antes de ofertar esta condição ao consumidor.

10. INDICADORES DE DESEMPENHO: o uso de KPIs na gestão de transporte surge da necessidade de disponibilizar o produto desejado ao menor custo, nas condições acordadas e no lugar solicitado, atendendo as expectativas do cliente. A adoção de indicadores não se restringe a medir processos externos, e sim monitorar as atividades realizadas internamente visando alcançar maiores níveis de eficiência.

Exemplos como esses demonstram como a gestão de transporte pode contribuir para o controle de gastos relevantes e também como estratégia para captar e consolidar novos negócios. Por fim, cabe destacar que as funções ligadas ao transporte têm relação direta tanto com o aspecto financeiro como ao nível de serviço logístico, fator primordiais para o negócio se manter competitivo.

Quer encontrar outras oportunidades e ações de melhoria aplicadas à gestão de fretes do embarcador? Acesse: www.logisticanapratica.com.br

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Um abraço!

Claudionei de Andrade

 

Claudionei de Andrade

Claudionei de Andrade - Instrutor na LNP Cursos Gerenciais. Graduado em Administração de Empresas, especialista em Gestão Estratégica Empresarial e especialista (MBA) em Logística e Distribuição. Possui experiência profissional na área logística de transportes, armazenagem e gestão de frota.

Website: http://www.logisticanapratica.com.br

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